Documentado

Nan Madol: a cidade de pedra erguida sobre um recife

2026-08-11 · Lugares enigmáticos · 7 min de leitura

Ao largo da costa sudeste de Pohnpei, uma ilha dos Estados Federados da Micronésia, uma lagoa rasa abriga uma construção sem paralelo em todo o Pacífico. Noventa e duas ilhotas artificiais, distribuídas por uma área central de cerca de 1,5 por 0,5 quilómetro de plataforma de recife, encaixam-se numa grelha de canais de maré que enchem e esvaziam duas vezes por dia. Os muros de contenção são feitos de basalto colunar: prismas longos de rocha vulcânica com faces naturais, empilhados em fiadas alternadas como os troncos de uma cabana, com o interior oco preenchido com cascalho de coral para criar chão seco. O nome Nan Madol remete para os espaços intermédios, ou seja, para os canais que separam uma ilhota da seguinte. O distrito arqueológico mais amplo cobre mais de 18 quilómetros quadrados.

O que detém o visitante é a escala. A estrutura mais imponente é Nandauwas, a ilhota mortuária real, onde muros de 5,5 a 7,5 metros de altura cercam um túmulo central. As colunas de basalto individuais pesam várias toneladas cada, e as maiores são referidas em cerca de 50 toneladas. As estimativas para a massa total de pedra e coral transportados para o recife chegam a centenas de milhares de toneladas. No registo arqueológico de Pohnpei não há roda, nem animais de tração, nem ferramentas de metal, nem roldanas. Tudo em Nan Madol foi movido por pessoas, água e corda.

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