Documentado

A manha em que o ceu foi a guerra sobre Nuremberg

2026-07-28 · Objetos não identificados (OVNI) · 8 min de leitura

Ainda não eram cinco horas da manhã de 14 de abril de 1561 quando, segundo o único relato que sobreviveu, o céu sobre Nuremberga se encheu de formas. A cidade era uma das mais ricas e letradas do Sacro Império Romano, um centro de metalurgia, comércio e tipografia, e os seus habitantes levantavam-se cedo. Onde o sol nascente deveria subir sozinho, as testemunhas teriam visto globos, varas e cruzes, uns vermelhos como sangue, outros de um negro azulado, outros da cor do ferro. As formas moviam-se. Para quem olhava das ruas, aquilo não parecia clima. Parecia uma batalha.

Tudo o que sabemos daquela manhã vem de um homem e de uma folha de papel. Hans Glaser era gravador em Nuremberga e, poucos dias depois do sucedido, produziu uma folha volante: uma única página grande que combinava uma xilogravura colorida à mão com um bloco de denso texto alemão. A folha mede cerca de 26 por 38 centímetros. Conserva-se hoje na coleção de estampas da Biblioteca Central de Zurique e é a única razão pela qual o episódio é lembrado. Sem a prensa de Glaser, o 14 de abril de 1561 teria passado como qualquer outro amanhecer esquecido.

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