Documentado

Peter Bergmann: o homem que se apagou antes de morrer

2026-06-16 · Pessoas sem nome · 7 min de leitura

Pouco depois do amanhecer de 16 de junho de 2009, um homem e o filho pequeno caminharam sobre a areia de Rosses Point, uma praia tranquila a alguns quilómetros a noroeste da vila de Sligo, na costa atlântica da Irlanda. Junto à linha da maré depararam-se com o corpo de um homem idoso, completamente vestido, deitado como se simplesmente se tivesse estendido para descansar. Não havia sinais evidentes de violência nem marcas de luta na areia. A Garda, a polícia nacional irlandesa, abriu aquilo que à primeira vista parecia um caso rotineiro de morte súbita. Ao fim de cinco meses de investigação não conseguiu estabelecer o facto que normalmente vem primeiro: o nome do homem na praia. Dezasseis anos depois, continua sem conseguir.

Os seus últimos dias podem ser reconstruídos quase hora a hora. Na tarde de sexta-feira, 12 de junho de 2009, o homem desceu de um autocarro vindo de Derry e entrou num táxi na estação rodoviária de Sligo. Pediu ao motorista, em voz baixa e com cortesia, que o levasse a um sítio barato para ficar. A primeira pensão não resultou. A segunda, o Sligo City Hotel, na Quay Street, tinha um quarto disponível.

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