Resolvido

A cachoeira que engolia metade de um rio — e como dois números resolveram o mistério

2026-07-08 · Lugares enigmáticos · 7 min de leitura

Na costa norte do lago Superior, dentro do parque estadual Judge C.R. Magney, em Minnesota, o rio Brule desce apressado pela floresta. Cerca de dois quilômetros e meio antes de alcançar o grande lago frio, a água se choca com um teimoso nó de antiga rocha vulcânica que parte a corrente em duas. A metade oriental tomba pela borda de uma cachoeira comum, cai uns quinze metros e segue rolando para o lago Superior como os rios devem fazer. A metade ocidental se derrama de lado num caldeirão cilíndrico escancarado na pedra, um buraco revolto que os moradores chamam de Caldeirão do Diabo, e então ela simplesmente deixa de existir.

Chega-se ao local a pé, e a trilha termina num mirante de madeira acima da queda. Da grade, a divisão é inconfundível: um rio, dois destinos, e apenas um deles com as contas fechadas. Jeff Green esteve ali pela primeira vez como turista, num passeio de família, anos antes de seu trabalho lhe dar qualquer interesse profissional pelo lugar. Fez a pergunta que todo visitante faz, a pergunta que aquele buraco vem propondo às pessoas há cem anos. Para onde vai a água?

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