UM CASO REAL
Documentado

As esferas de pedra perfeitas que uma empresa de bananas encontrou por acaso

2026-08-15 · · Objetos impossíveis · 7 min de leitura

Na década de 1930 a United Fruit Company abria novas plantações de banana na floresta do delta do Diquis, nas terras baixas do Pacífico do sul da Costa Rica. Equipas com catanas, fogo e maquinaria pesada avançaram por terreno que não era desbravado havia séculos. O que de lá saiu não estava previsto. Meio enterradas, espalhadas pelo delta dos rios Terraba e Sierpe e também na ilha do Cano, ao largo da costa, havia bolas de pedra. Não seixos vagamente arredondados, mas esferas, trabalhadas até uma curvatura tão regular que uma mão a percorrer a superfície quase nada encontra onde prender.

Havia-as de todos os tamanhos. As mais pequenas têm poucos centímetros e cabem numa mão. O maior exemplar registado mede cerca de 2,57 metros de diâmetro, mais alto do que os homens que o encontraram, com estimativas de peso a começar nas quinze toneladas e a subir consoante a pedra e a fonte consultada. Conhecem-se mais de trezentas, e o número original foi certamente maior. A maioria foi talhada numa rocha ígnea dura e escura, descrita na literatura como gabro ou granodiorito; conhece-se cerca de uma dúzia em calcário rico em conchas e outra dúzia em arenito. A rocha ígnea não ocorre onde as esferas apareceram. Teve de ser trazida de colinas a vários quilómetros de distância, através de terreno acidentado e de braços de rio, sem rodas e sem animais de tiro.

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