Síndrome de Havana: a doença invisível que dividiu a inteligência americana
Veio, contou um oficial, como um feixe de som apontado diretamente para a sua cabeça.
Em dezembro de 2016, um oficial da CIA que trabalhava sob cobertura diplomática em Havana estava em seu apartamento quando um ruído agudo e penetrante pareceu perfurar de uma única direção. Em poucos dias vieram a tontura, as dores de cabeça opressivas e a perda de audição. Foi o primeiro caso documentado do que o mundo chamaria de síndrome de Havana, embora o governo dos Estados Unidos, pesando cada palavra, insistisse no rótulo mais neutro e prudente de incidentes anômalos de saúde.
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