Documentado

A serpente marinha do HMS Daedalus: o monstro de um capitão da Marinha Real que nunca foi explicado

2025-02-15 · Criaturas misteriosas · 2 min de leitura

No fim da tarde de 6 de agosto de 1848, o HMS Daedalus, uma fragata da Marinha Real que voltava para casa pelo Atlântico Sul, entre o cabo da Boa Esperança e Santa Helena, deparou-se com algo que seus oficiais não souberam explicar. Um guarda-marinha apontou primeiro, e em instantes o capitão, Peter M'Quhae, seu primeiro-tenente e o piloto do navio estavam todos à amurada observando um animal longo e escuro cruzar a água. Mantinha a cabeça e o pescoço a cerca de quatro pés acima da superfície, e uns sessenta pés de seu corpo eram visíveis de uma só vez. Nunca mergulhou nem se debateu; apenas passou pelo navio em rumo firme por cerca de vinte minutos, perto o bastante para que M'Quhae sentisse que teria reconhecido um rosto humano àquela distância.

O que ele descreveu era francamente serpentino: sem barbatanas visíveis, um corpo semelhante a uma cobra tão grosso quanto um homem, castanho-escuro por cima e branco-amarelado na garganta, com algo como a crina de um cavalo ou uma massa de algas ondulando ao longo do dorso. De volta à Inglaterra, M'Quhae relatou o encontro formalmente ao Almirantado. Seus superiores encaminharam o relato pela cadeia de comando, e em outubro de 1848 o The Times publicou sua carta oficial, transformando um relatório naval numa sensação nacional.

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