A mulher que apagou a si mesma: o enigma norueguês de Isdalen
Num domingo cinzento, 29 de novembro de 1970, um professor universitário que caminhava com as duas filhas pequenas fez uma descoberta macabra em Isdalen, um vale rochoso nos arredores de Bergen que os moradores há muito apelidavam de Vale da Morte. Encravado entre pedras chamuscadas estava o corpo parcialmente queimado de uma mulher. Seu rosto estava destruído a ponto de ser irreconhecível — e, mais de meio século depois, ninguém sabe quem ela era.
A própria cena era desconcertante. Ao redor do corpo, a polícia encontrou comprimidos para dormir, uma refeição embalada, uma garrafa de licor vazia e recipientes de plástico derretidos. Todas as etiquetas haviam sido cortadas de suas roupas, e as marcas de identificação de seus pertences, raspadas. Não parecia um acidente — parecia uma vida apagada de propósito.
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