Kryptos: o código que a CIA não consegue decifrar no próprio pátio
Num pequeno pátio junto à cafetaria da sede da CIA em Langley, Virgínia, ergue-se uma onda de cobre que brota de um tronco petrificado. Está enrolada como um pergaminho surpreendido a meio do desenrolar e perfurada por cerca de 1.800 letras. Chama-se Kryptos. Foi inaugurada em novembro de 1990 e transporta quatro mensagens cifradas distintas. Trinta e cinco anos depois, uma delas continua sem ter sido lida por quem quer que tenha feito o trabalho de a decifrar.
O artista foi Jim Sanborn, um escultor de Washington que não era criptógrafo. Para aprender o ofício trabalhou com Ed Scheidt, presidente recém-aposentado do Centro Criptográfico da própria agência. Juntos conceberam quatro cifras e enterraram-nas no metal, em quatro secções a que os decifradores passaram a chamar K1, K2, K3 e K4. Três foram pensadas para serem difíceis. A quarta foi pensada para ser, por algum tempo, impossível.
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