Documentado

O Caso das Máscaras de Chumbo: dois homens, um morro e um bilhete que ninguém consegue explicar

2026-07-05 · Mortes inexplicáveis · 8 min de leitura

Na tarde de 20 de agosto de 1966, um menino subiu o Morro do Vintem, a encosta íngreme e coberta de mato que se ergue sobre a cidade brasileira de Niterói, do outro lado da baía em frente ao Rio de Janeiro, para empinar uma pipa. Em algum ponto da vegetação encontrou dois homens deitados lado a lado, meio escondidos pelo capim, sem se mover. Desceu e contou o que havia visto. O terreno era tão difícil que os policiais e bombeiros que tentaram subir até o local não conseguiram alcançá-lo naquele dia. Só no dia seguinte alguém ficou de pé sobre os corpos.

Os mortos foram identificados como Miguel José Viana, de trinta e quatro anos, e Manoel Pereira da Cruz, de trinta e dois, técnicos em eletrônica de Campos dos Goytacazes, cidade situada algumas horas ao norte. Ambos vestiam ternos formais e capas de chuva novas, embora o dia tivesse sido seco. Sobre os olhos de cada homem, apoiada no rosto, havia uma máscara grosseiramente cortada em chumbo maciço, do tipo de chapa metálica cinzenta que um técnico molda com tesoura de funileiro. Não havia ferimentos nem sinais de luta. O dinheiro continuava nos bolsos.

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