Lago Ness: o que as provas realmente dizem
O Lago Ness estende-se ao longo do Great Glen, a falha geológica que corta a Escócia na diagonal de costa a costa. O lago tem vinte e três milhas de comprimento, cerca de uma milha de largura e, em alguns pontos, mais de duzentos e trinta metros de profundidade. Contém mais água doce do que todos os lagos da Inglaterra e do País de Gales somados. A água é tingida de um negro quase total pela turfa arrastada das colinas vizinhas, de modo que a visibilidade sob a superfície se mede em centímetros e não em metros. Na margem oeste erguem-se as ruínas do castelo de Urquhart, o mirante mais fotografado do lago e cenário de boa parte dos avistamentos relatados.
O lago em si é jovem. Foi escavado pelo gelo e só se encheu depois de as geleiras da última era glacial recuarem, há cerca de dez mil anos. É frio o ano inteiro, suas profundidades mantêm temperatura quase constante, e biólogos há muito o descrevem como pobre em alimento em comparação com lagos de tamanho semelhante. Salmão, truta, esgana-gata, lúcio e grande número de enguias europeias são os animais cuja presença ali está confirmada.
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