Quando o Pentágono admitiu que não sabe
Numa tarde clara de novembro de 2004, a cerca de cem milhas a sudoeste de San Diego, um caça Super Hornet da Marinha dos Estados Unidos interrompeu um voo de treino de rotina e desceu na direção de algo que os operadores de radar do cruzador USS Princeton não sabiam nomear. Durante cerca de duas semanas o radar avançado do Princeton registara objetos que surgiam a uns oitenta mil pés, desciam para o oceano em segundos e depois ficavam parados. O comandante David Fravor, piloto experiente do grupo de ataque do porta-aviões Nimitz, foi encaminhado para aquelas coordenadas. Segundo o seu relato, encontrou um oval branco e sem asas, do tamanho aproximado do seu caça, suspenso sobre uma mancha de mar agitada. Não tinha rasto de escape, nem rotor, nem superfícies de controlo visíveis. Quando desceu em espiral na sua direção, o objeto pareceu imitar a curva, acelerou e desapareceu. Minutos depois o Princeton voltou a captar um contacto a cerca de sessenta milhas, perto do ponto onde a formação tinha marcado o encontro seguinte.
Pela sua forma lisa e branca de rebuçado, o objeto ganhou entre as tripulações uma alcunha: o Tic Tac. Uma gravação em infravermelhos feita por um segundo avião, que descolou mais tarde nesse mesmo dia, registou um objeto semelhante. Durante mais de uma década o encontro circulou sobretudo dentro da aviação naval, onde os pilotos tinham aprendido que descrever publicamente tais avistamentos era uma forma segura de danificar uma carreira.
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