Chuva de peixes: a cidadezinha hondurenha cujas ruas se enchem de peixes depois da tempestade
Uma ou duas vezes por ano, quando as primeiras chuvas fortes de maio ou junho desabam sobre a pequena cidade de Yoro, no norte de Honduras, os moradores saem depois da tempestade e encontram o chão coberto de peixes. Centenas de pequenos peixes prateados se debatem na lama e nas poças das ruas, longe de qualquer rio. O fenômeno é antigo o bastante para que ninguém se lembre de seu início; os habitantes dizem que ocorre há bem mais de um século, e desde 1998 o celebram com o Festival de la Lluvia de Peces, o “Festival da Chuva de Peixes”, um desfile e um carnaval marcados para o primeiro grande aguaceiro da estação.
A tradição local liga o fenômeno a um missionário espanhol, o padre José Manuel Subirana, que — segundo se conta — teria rezado na década de 1850 para que os pobres da região nunca passassem fome. Os peixes, diz a história, são a resposta do céu. É uma bela lenda e, como quase todas as lendas, explica tudo e não prova nada.
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