CROATOAN: a colônia que saiu do mapa
Na manhã de 18 de agosto de 1590, um marinheiro inglês desembarcou na faixa arenosa da ilha de Roanoke e tocou uma trombeta na direção das árvores. Deveria ter sido uma celebração. Em algum lugar daquela ilha baixa e arborizada diante da costa do que hoje é a Carolina do Norte, uma menina chamada Virginia Dare completava três anos, e o homem que mandara tocar a trombeta, o governador da colônia e avô da criança, John White, esperava vê-la chegar correndo. Ninguém veio. Os marinheiros cantaram canções inglesas conhecidas para atrair quem estivesse escondido no mato, e a floresta devolveu apenas o próprio eco.
Quando White enfim abriu caminho até o povoado que deixara três anos antes, encontrou-o desmontado com um cuidado deliberado. As casas haviam sido desmanchadas, não queimadas. Arcas pesadas foram achadas enterradas, desenterradas de novo e revistadas. E gravada num poste da paliçada, no que ele chamou de belas letras maiúsculas, erguia-se uma única palavra: CROATOAN.
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