A fita chamada Steve: como amadores do ceu deram nome a uma luz que a ciencia ignorou
Numa noite fria e limpa do inverno de 2015, um pequeno grupo de fotógrafos estava no escuro algures na província canadiana de Alberta, os tripés cravados na neve, à espera da aurora boreal. O que se ergueu sobre eles não era a aurora boreal. Em vez das conhecidas cortinas verdes a ondular ao longo do horizonte, uma fina fita de malva pálido estendeu-se a direito pelo céu de leste a oeste, estreita e de bordos nítidos, como um risco de luz traçado a régua. Não baloiçava como baloiça uma aurora. Ficava ali pendurada, a brilhar em malva, por vezes orlada no bordo inferior por uma fileira de curtas faixas verdes que a mais de um observador pareceram uma paliçada posta ao alto.
Os fotógrafos já o tinham visto. Fotografavam-no havia anos e continuavam sem fazer ideia do que era. Pertenciam a um grupo do Facebook chamado Alberta Aurora Chasers, uma comunidade informal de amadores que saíam em noites geladas para caçar o céu. Entre eles tinham ganho o hábito de chamar ao estranho arco malva "Steve", um nome deliberadamente vazio, deliberadamente sem sentido, tirado do filme de animação de 2006 Os Vizinhos Selvagens, no qual os animais assustados dão a um objeto desconhecido um nome humano inofensivo para que deixe de meter medo. A piada pegou, e as imagens continuaram a acumular-se.
Voce usou as suas leituras gratuitas deste mes.
Desbloqueie todos os 151 misterios documentados - em 6 idiomas, sem anuncios.
Acesso completo