Documentado

O riso que fechou as escolas: Tanganica, 1962

2026-03-05 · Fenómenos de massa estranhos · 2 min de leitura

Em 30 de janeiro de 1962, num internato missionário para meninas na aldeia de Kashasha, na então Tanganica, três alunas começaram a rir — e não conseguiram parar. As risadinhas viraram crises convulsivas, as crises saltaram de carteira em carteira e, em poucas semanas, a escola mergulhou no caos. Das 159 alunas, com idades entre doze e dezoito anos, 95 acabaram afetadas. Em 18 de março de 1962, a escola desistiu e fechou as portas.

Fechar a escola não deteve o surto: exportou-o. As meninas mandadas para casa levaram a estranha condição às suas aldeias, sobretudo a Nshamba, onde centenas de moradores logo foram atingidos. Quando Kashasha reabriu em maio, recaiu em questão de semanas e teve de fechar de novo. Pesquisadores que reconstituíram o episódio contaram cerca de catorze escolas fechadas e aproximadamente mil pessoas afetadas na região do lago Vitória, em ondas que rolaram por algo entre seis e dezoito meses.

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