Contestado

As cifras de Beale: três páginas de números, uma fortuna enterrada — ou uma farsa brilhante

2026-06-30 · Cifras não resolvidas · 7 min de leitura

Na primavera de 1845, um estalajadeiro já idoso de Lynchburg, chamado Robert Morriss, finalmente arrombou o cadeado de uma caixa de ferro que estava sob sua guarda havia vinte e três anos. O homem que a deixara, um virginiano chamado Thomas J. Beale, pedira-lhe que a guardasse em segurança, prometera uma carta com a chave pelo correio e partira a cavalo pelas estradas do inverno para nunca mais voltar. A carta nunca chegou. Quando Morriss enfim forçou a caixa, encontrou dentro duas cartas escritas com simplicidade e três folhas cobertas de ponta a ponta com números: 520 algarismos na primeira página, 763 na segunda, 618 na terceira. Segundo as cartas, aqueles números guardavam uma fortuna em ouro e prata enterrada nas colinas do vizinho condado de Bedford. Morriss morreria sem ler uma única linha delas. Quase um século e meio depois, o mesmo vale para quase todos os outros - exceto, talvez, um homem.

Beale entrara pela primeira vez no estabelecimento de Morriss, o Hotel Washington, numa noite de janeiro de 1820: um homem alto, de tez morena e cerca de trinta anos, que passou o inverno encantando a sociedade de Lynchburg antes de cavalgar de novo para o oeste. Voltou dois anos depois, hospedou-se por pouco tempo e deixou a caixa trancada aos cuidados de Morriss com algumas palavras discretas sobre sua importância. Depois partiu pela última vez. Uma carta de fato chegou a Morriss, enviada de St. Louis na primavera de 1822, prometendo que, passados dez anos, um amigo lhe remeteria de um ponto distante a chave decisiva. Nem o amigo nem a chave jamais vieram. Sem a chave, a caixa não passava de três páginas de números e uma história que ninguém podia verificar.

Quer ler a história completa?

Voce usou as suas leituras gratuitas deste mes.

Desbloqueie todos os 151 misterios documentados - em 6 idiomas, sem anuncios.

Acesso completo

Partilhar este artigo:

Comentários dos leitores (0)
Apenas assinantes ativos com pagamento verificado podem comentar. Acesso completo