A Montanha da Morte: por que nove montanhistas rasgaram a tenda por dentro e fugiram noite adentro
No fim de janeiro de 1959, dez estudantes e ex-alunos do Instituto Politécnico dos Urais partiram para uma exigente travessia de esqui pelos Urais do norte, rumo ao monte Otorten. Um deles, Yuri Yudin, adoeceu e voltou atrás — um golpe de sorte que lhe salvou a vida. Os nove restantes, liderados por Igor Dyatlov, de 23 anos, armaram a tenda na noite de 1º de fevereiro na encosta exposta do Kholat Syakhl, um pico cujo nome, na língua dos mansi, costuma ser traduzido como "a Montanha da Morte".
Quando o grupo não retornou na data combinada, equipes de busca partiram — e, em 26 de fevereiro, encontraram a tenda semienterrada na neve e cortada por dentro. Botas, casacos e equipamentos haviam sido abandonados lá. Trilhas de pegadas, algumas de pés descalços ou apenas de meias, desciam cerca de um quilômetro e meio em direção à linha das árvores antes de sumir sob a neve fresca.
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