A garota no tanque de água: a morte de Elisa Lam
No último dia de janeiro de 2013, Elisa Lam, uma estudante canadense de 21 anos, ligou para os pais em Vancouver, como fazia todos os dias de sua viagem solitária pela costa da Califórnia. Depois, as ligações pararam. Lam estava hospedada no Hotel Cecil, um hotel barato e decadente na beira do Skid Row de Los Angeles — um prédio já tristemente famoso por décadas de crimes e tragédias. Quando ela não fez o check-out, os pais voaram para Los Angeles e a polícia começou as buscas.
Duas semanas depois, a polícia de Los Angeles divulgou a gravação de segurança que transformou um caso de desaparecimento numa obsessão mundial. Registrado num dos elevadores do hotel no dia em que ela sumiu, o vídeo mostra Lam apertando fileiras inteiras de botões, espiando o corredor, encolhendo-se num canto e depois saindo para agitar os braços em gestos estranhos e fluidos. E, o tempo todo, as portas se recusam a fechar. Milhões assistiram às imagens, e exércitos de detetives amadores dissecaram cada quadro.
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