O navio fantasma que velejava sozinho: o que aconteceu a bordo do Mary Celeste?
O Mary Celeste deixou Nova York em 7 de novembro de 1872, com destino a Gênova. Era um brigue escuna americano de cerca de 282 toneladas, e no porão levava 1.701 barris de álcool industrial destinado a fortificar vinho italiano. Seu comandante era Benjamin Spooner Briggs, marinheiro de Massachusetts de trinta e sete anos, devoto, sóbrio e, por todos os relatos, cuidadoso e bem visto. Não navegava sozinho. Com ele estavam a esposa, Sarah, a filha Sophia, de dois anos, e uma tripulação de sete homens escolhidos um a um, entre eles os irmãos frísios Volkert e Boz Lorenzen e os marinheiros alemães Arian Martens e Gottlieb Goudschaal, homens que Briggs havia descrito como pacíficos e de primeira classe. Arthur, o filho de sete anos do casal, ficara em casa com parentes para não perder a escola. Dez pessoas partiram.
O último registro na lousa do diário de bordo estava datado de 25 de novembro, perto da ilha açoriana de Santa Maria. Não anotava nada de incomum.
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