Geleia de estrela: o limo do céu que a ciência continua sem conseguir nomear
O mistério é antigo o bastante para ter um nome medieval. Por volta de 1314, o médico inglês John de Gaddesden, em seu compêndio médico Rosa Anglica, escreveu sobre uma substância a que chamou "limo de estrela", uma geleia que as pessoas de seu tempo acreditavam ter caído do céu. A tradição galesa a conhecia como pwdre ser, a "podridão das estrelas". A história quase não mudou por séculos: após uma noite de estrelas cadentes, um camponês ou caminhante encontrava na relva uma massa fria, translúcida e trêmula, e concluía que um pedaço de céu havia descido com ela.
As massas em si não são imaginárias. Elas continuam surgindo, nas charnecas e colinas da Escócia no outono de 2009, em gramados e campos pelo mundo todo, em geral após a chuva ou em estações úmidas. Incolores ou levemente esbranquiçadas, moles e gelatinosas, parecem brotar do nada e derreter em um ou dois dias, o que só aprofundou sua fama de algo não muito deste mundo.
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