306 homens e nenhum pedido de socorro: o desaparecimento do USS Cyclops
Em 4 de março de 1918, o carvoeiro USS Cyclops deixou Bridgetown, em Barbados, rumo a Baltimore, com 306 homens a bordo e cerca de 10.800 toneladas de minério de manganês nos porões. Com 542 pés de comprimento, era um dos maiores navios da Marinha dos Estados Unidos, construído para abastecer a frota com carvão. Em algum ponto entre o Caribe e a baía de Chesapeake, ele simplesmente deixou de existir. Nenhum pedido de socorro foi recebido. Nenhum destroço confirmado foi encontrado até hoje.
A viagem foi problemática desde o início. O Cyclops partira do Rio de Janeiro em meados de fevereiro carregando o minério denso, exigido com urgência pela produção de munições em tempo de guerra. A escala em Barbados não estava prevista: o navio flutuava baixo demais na água — sinal de possível sobrecarga — e ainda operava com um motor avariado. Seu capitão, George W. Worley, um oficial nascido na Alemanha com fama de excêntrico e severo, seguiu para o norte mesmo assim.
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