As cifras do Zodíaco: quatro códigos, duas soluções, nenhum nome
Numa fria noite de dezembro de 1968, dois adolescentes foram mortos a tiros ao lado de um carro, numa escura estrada rural nos arredores de Vallejo, na Califórnia. Não houve roubo nem motivo aparente, e nada ligava o assassino ao jovem casal. Na noite de 4 de julho de 1969, em outra estrada tranquila não muito distante, um homem aproximou-se de um carro estacionado e atirou nas duas pessoas que estavam dentro. Uma delas sobreviveu. Menos de uma hora depois, o atirador telefonou ele mesmo para a polícia de Vallejo para relatar o ataque, e também o anterior.
Ao longo de cerca de um ano, o mesmo agressor atacou sete jovens no norte da Califórnia e matou cinco deles. Então fez algo que quase nenhum assassino havia feito antes: começou a escrever para os jornais. Assinava as cartas como Zodíaco e as marcava com um círculo cortado por uma cruz, um símbolo parecido com uma mira. Nelas reivindicava um número crescente de vítimas, chegando a trinta e sete, cifra que os investigadores jamais conseguiram sustentar. E envolvia parte do que queria dizer em cifra.
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